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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Ufa!

Muito bem!

Agora, quem nos lê pode acompanhar um resumo dessa estrada percorrida, como já antecipei para alguns amigos, o blog Breja do Breda se fosse transformado em um livreto hoje teria por volta de 70 páginas, com diagramação, fotos e gráficos que por razões óbvias não estão aqui poderia chegar a uma centena de laudas sem dificuldade, pois é Fabio, quem sabe em breve não tenhamos um livro por aí? Vontade não falta e assunto também não.

Chegamos finalmente a 2010, mais precisamente no dia 15 de janeiro, meu irmão Tadeu me traz uma oportunidade imperdível de fornecer nossa cerveja para uma festa em São Paulo. Combinamos tudo em uma semana e lá fui eu com duas Red Ale embaixo do braço, pois era só o que eu ainda tinha em mãos, o meu amigo inseparável "notebook" e um grande entusiasmo para não perder essa chance de ampliar nosso "market share" em 100% (passaríamos de 0 para 1 cliente - é claro que estou brincando, ainda não estamos comercializando).

Cheguei mais cedo que o pessoal, coloquei as cervejas na geladeira e enquanto aguardava os demais habitantes da república, fui trocando algumas palavras com o Breno, amigo do Tadeu e único homem da casa. Não sei se eles se importarão com essas informações, mas aqui vão:

Chegados todos, conversamos um pouco sobre qual era a idéia da festa, o público, quantidade de pessoas e qual o gosto em geral por tipos de cerveja. Me surpreendi positivamente ao saber que as meninas conheciam vários tipos de cerveja e não somente por ter ouvido falar e tal, mas por terem apreciado e gostarem de algumas das cervejas comerciais e famosas cujos tipos nós (eu e o Riva) já temos como "receitas garantidas", e vocês amigos já sabem quais são.

A intenção inicial era que fosse servida na festa uma cerveja que não causasse muito impacto se diferenciando da normalidade que se reflete em nossa realidade mercadológica "cervejística" atual (o Tadeu vai odiar estas invenções no texto, mas eu gosto), ou seja, algo que não destoasse do amarelo aguado e gelado que domina 90% do mercado brasileiro, a Pilsen.

Pensei então em uma cerveja amarelo, clara, de trigo para dar um toque de novidade, com baixo teor alcoólico, espuma de média consistência, com boa carbonatação e baixa opacidade: Acertou no palpite quem conhece nossa Weizen (aproveito para repassar o conhecimento recentemente adquirido) em alemão se pronuncia "vaitsen" - certo Paulo e Carolyn? - era essa a minha sugestão.

Feito o levantamento sobre o público, falamos um pouco sobre o processo cervejeiro e pude mostrar algumas fotos de nossas produções anteriores para ilustrar o discurso. Expliquei qual era o tipo e dei alguns detalhes sobre a Red antecedendo a degustação de forma a manter a expectativa em alta, mas sem exageros pois a percepção é personalíssima e não queria sugestionar ninguém, mas minha ansiedade era maior que a deles.

Abrimos uma garrafa, a carbonatação estava ótima, servimos em copos baixos, cinco doses iguais, e de repente aquele silêncio...

Faço um aparte aqui, não sei ao certo se alguém que nos lê já teve essa experiência de estar frente a um comitê de degustação aguardando aqueles "eternos" segundos que separam o contato do deste com o produto e a manifestação de sua percepção sobre o que acabara de provar, pois saibam os que já não passaram por isso que é algo bastante interessante, uma expectativa ímpar que para minha alegria foi praticamente uma aprovação em uníssono.

Resumo o resultado em um comentário feito em outro e-mail enviado a mim pelo Tadeu dois dias depois da degustação respondendo a uma pergunta minha:

"(...) sim, elas gostaram MUITO da breja, bem mais do que eu esperava. perguntei pra elas hoje de novo e a resposta foi igualmente convincente. além do mais, parecem super empolgadas com o lance de ter breja artesanal feita sob encomenda na festa(...)"

Terminadas as duas garrafas, a pergunta da Bia foi se não daria pra fazer dois tipos de cerveja, a de trigo e a Red também. Como ainda estávamos no final de janeiro disse que não haveria problemas. Continuamos conversando mais um pouco sobre estilos de cerveja e diferenças entre ingredientes como por exemplo "a" ou "as" formas de se produzir uma cerveja escura. Foi quando uma das meninas - e me desculpo antecipadamente, pois não me recordo o nome dela - comentou que já havia degustado a Guinness (cerveja preferida do Andrezinho, amigo do Caê, meu primo Baixinho), disse a elas que tinha um pequeno vídeo ilustrativo e abri aquele filme, já postado aqui no blog, que mostra a nossa Stout sendo servida com aquele maravilhoso movimento da espuma que é, como sempre digo, "de encher os olhos".

Adivinharam? Poxa, meu texto está ficando muito previsível?

Mas foi isso mesmo, a pergunta soou inevitável; "Seria possível termos as três cervejas na festa?" Fiquei de analisar as possibilidades para dar uma resposta definitiva, afinal o processo demanda um tempo mínimo para que tenhamos uma qualidade superior na cerveja e tínhamos o carnaval pela frente, assim saí da república naquela noite com uma demanda bastante arrojada que era produzir em cinco semanas três cervejas diferentes e deixá-las prontas para degustação no início de março.



Elaborei o cronograma acima e falei com o Riva no dia seguinte, ele topou de imediato mesmo sabendo que nosso tempo seria justíssimo e o esforço seria grande, já que fazíamos uma brassagem a cada três semanas até aquele momento e teríamos que administrar finais de semana livres consecutivos para produzir, espaço físico refrigerado para fermentações seguidas, barris e garrafas para envase e adequação nos freezers para maturação e conservação da produção até o dia da festa.

Ah, prometi ao Breno também que levaria, ao menos, uma garrafa da cerveja de trigo de 8,0°GL, aquela da nossa primeira receita e como promessa é dívida, as "meninas fortes" estão aqui aguardando seus apreciadores. Mandei um e-mail hoje dizendo a eles que está garantida a degustação dessa cerveja, mas que não demorem a responder, pois só não se foram as garrafas porque estou em recesso por 40 dias, mas abri exceção para as cervejas produzidas por nós, ou seja, se vacilarem vamos bebê-las todas.

Eu, Cris e Caê aqui em São Paulo e o Riva com o Gordo (é claro) em Campinas, já tiveram o prazer de repetir a degustação dessa cerveja. Tadeu, Breno e Reinaldo (Fala mergulhador!) ocupam as primeiras posições do Grid para conhecê-la também.

Essa semana pretendo levar as três cervejas para apreciação final dos compradores e daqui há 10 dias estaremos enfrentando nossa "prova de fogo" na festa.

Farei um relatório completo, aguardem!

Fiquem em paz!

Prosit!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Kriek - Uma cerveja magnífica!

Já comentei sobre Kriek Beer na postagem "O Paraíso" de dezembro/2009, são cervejas realmente maravilhosas e nada parecidas com o que conhecemos aqui no Brasil. As Kriek são originalmente Belgas e algumas são produzidas em processos que levam até oito meses de fermentação e podem ficar anos em maturação.

Conta a lenda local em Bruxelas que em concurso anual para escolher a melhor cerveja da cidade, dois arqui rivais que dividiam sempre o primeiro prêmio, alternadamente quando um era o vencedor o outro ficava em segundo lugar, corriam contra o tempo para elaborar a cerveja que venceria o concurso daquele ano (não me contaram qual foi o ano, pois é uma lenda), um deles, ao terminar sua produção, deixou certa noite sua "obra prima" desprotegida, foi quando o outro, para garantir que seria o vencedor, adentrou no local onde a cerveja já iniciara sua maturação, e despejou dezenas de quilogramas de cerejas frescas no tanque para sabotar o concorrente. Dias depois, quando retornou para verificar sua produção, nosso inocente cervejeiro viu seu tanque de cerveja repleto de cerejas, porém não havia mais tempo de elaborar outra produção, pois aqueles dias que se passaram não permitiriam que a nova cerveja ficasse pronta para o concurso. Decidiu então deixar como estava. Passados vários meses, quando deveira retirar a cerveja da fermentação, decidiu misturá-la a uma outra já pronta para garantir que, pelo menos, a bebida se parecesse com cerveja, já que não seria bom para sua reputação apresentar uma bebida de baixa qualidade. Bem, nem preciso dizer quem venceu o concurso naquele ano, para desespero do sabotador, ele ajudou seu rival a inventar uma das mais deliciosas cervejas já produzidas.

Depois de ótimas experiências iniciais, resolvi ser arrojado e comecei a pesquisar sobre as cervejas de cereja, não preciso dizer que quase não se acha nada sobre elas na literatura e mesmo na internet, não é? Oras, se muita gente que gosta e lê sobre cerveja nem sabe que elas existem, imaginem se há quem escreva sobre elas, ainda não tenho informações paupáveis sobre esses processos, mas fica aqui um compromisso, quando conseguir juntar as peças e depois de testar a receita, darei o caminho das pedras aqui neste espaço, contarei todos os segredos que descobrir a lá "Mister M", por hora me aterei à nossa primeira tentativa.

Dezembro, todos preparando as festas e, diferentemente do marketing americanalhado que engolimos todos os dias nessa época, no Brasil muitas frutas tropicais ou não para enriquecer as ceias de Natal e Ano Novo - abacaxi, melancia, melão, banana, laranjas variadas, uvas, mamões - foi nessa onda que tive a idéia de testar uma receita utilizando cerejas, não pretendia fazer uma kriek por saber que não teria à mão o fermento necessário, além disso, não queria esperar meses para saber o resultado, assim, comprei 03 kg de cerejas chilenas no Ceagesp em São Paulo (bom, pra falar a verdade quem comprou pra mim foi o Fabião, pois ele estava em férias e podia ir ao Ceagesp durante o dia), e lá fui eu para Campinas.

Não sei se vocês sabem, mas as cerejas, por serem frutas de clima frio, precisam ser armazenadas a zero grau para não estragar, foi um pouco complicado lidar com uma caixa de cerejas que mal cabia na geladeira por uma semana, mas deu tudo certo. Fizemos uma cerveja neutra para servir de base, pouco lupulada e com densidade bem baixa, adicionamos as cerejas in natura mesmo e o resultado foi uma cerveja leve e frutada, de aroma agradável e muito refrescante, quase uma cooler.


Cerejas que maceramos para produção da cerveja (Foto do meu filho Neto)

Com nove dias de fermentação (reparem que é "nada" perto dos oito meses das belgas) pudemos ter uma amostra de como essa bebida pode ser interessante. O azedinho da cereja é perceptível sem dificuldade e a carbonatação lembra os espumantes, bolhas incorporadas e abundantes são as pistas que apontam para o caminho do sucesso. Esperem até o próximo dezembro, pois as cerejas já desapareceram da praça. Se alguém souber onde encontrar alguma me avise, precisarei de 20Kg da próxima vez....é, já deu certo, vai ficar muito boa, vocês hão de experimentá-la!


Cerveja de cereja no 9º dia de fermentação - a espuma branca significa que o fermento ainda está atuando.

Por enquanto, experimentem as poucas que podemos encontrar aqui no Brasil, com um pouco de dificuldade, mas vale a pena, experimentem a BelleVue Kriek trazida pela InBev e a Kriek Boon. A primeira já encontrei no Frangó em São Paulo e a Boon pode ser encomendada mediante um depósito antecipado, a entrega é garantida, me enviem e-mail para mais detalhes: mhbreda@hotmail.com.


Uma pena não termos aqui as melhores Krieks que são, na minha modesta opinião, pela ordem:

1º lugar com louvor - Mystic Kriek (Degustei no Beer Weekend em Bruxelas) - A preferida do Tadeu!!!

2º lugar - Mort Subite Kriek (Degustei no próprio café e cervejaria, também em Bruxelas)

3º lugar - Kriek Max - (Degustei em Bruxelas)


As Krieks são cervejas de fermentação espontânea, ou seja, não se adiciona fermento ao mosto, ele está no ambiente das cervejarias que as produzem, pelo menos é essa a arte de várias cervejarias belgas como a Cantillon, cujo site já publiquei, mas repito aqui, onde eu e meu companheiro de viagem (meu irmão) pudemos conhecer o processo de fermentação em tanques abertos de cobre, como piscinas, e o armazenamento das cervejas engarrafadas para maturação de três anos.

Adega da Brasserie Cantillon em Bruxelas


Reparem na pilha (vejam a anotação na lousinha)


Detalhe - estive lá em setembro/2008 - já estavam em maturação na garrafa há 17 meses - Reparem que as tampas ainda são metálicas. Depois o depósito é retirado e elas recebem rolhas como as de champagne.


Tanque onde a Kriek da Cantillon fica maturando por até dois anos para perder todos os açúcares - 1ª maturação - Repare na cor da cerveja nos visores de nível.


Não encontrei até o momento em nenhum lugar aqui em São Paulo, se alguém souber, agradeço se compartilharem conosco!


Por fim, como não podia deixar de ser, mais um vídeo, agora da nossa cerveja de cerejas, ainda sem nome, por isso, fiquem à vontade para sugerir. Quem enviar o nome mais criativo será convidado a participar da próxima produção e receberá algumas garrafas para apreciar.

Não sei o que houva, mas o áudio e o vídeo estão fora de sincronia...1000 desculpas!!!

Prosit!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Entrando no vermelho...

Não, não paramos por aí!
Como já havíamos produzido as "clarinhas" e a "escurinha" decidimos que agora faltava uma "vermelhinha", pois é, (esse "pois é" foi pra você BB) chegava a hora de elaborarmos uma RED.

Antes uma palhinha sobre essa que é uma das principais cervejas produzidas no mundo:

Segundo a Wikipedia

"Ale é um tipo de cerveja feita de cevada maltada usando levedo de cerveja de alta fermentação. Esta levedura fermenta a cerveja rapidamente, dando-lhe um doce, sabor encorpado e frutado. A maioria das cervejas contêm lúpulo, que conferem um sabor amargo de ervas que ajuda a equilibrar a doçura do malte e preservar a cerveja. Pale ale, é uma variedade de cerveja de alta fermentação com predominância do malte "Pale", é um dos principais estilos de cerveja do mundo"

Explicação meia boca não? Está na wiki alemã e na britânica, acho que precisa muito ser melhorada, mas deixemos essa tarefa para alguém que goste de escrever...

Vamos à minha:

Red Ale, como a chamamos, pode se referir a alguns tipos de cerveja, por exemplo, a Red Ale da Baden-Baden me parece uma Barley Wine e fica muito próxima de ser uma Brown Ale como a New Castle; a Strong Golden Ale da Eisenbahn é quase uma Belgium Ale, "belisca o pé" de uma Trapista; a Old Speckled Hen mesmo sendo uma Pale Ale se autodenomina uma Strong Fine Ale; não esqueçamos também das IPAs, enfim, como estilo não seria muito fácil definir uma Red Ale, contudo, dada a liberdade que temos em criar, como já citei, pode-se considerar uma Red Ale a cerveja que apresentar coloração entre a Pale Ale e a Brown Ale, utilizando essas duas categorias na tabela internacional de referência de cores SRM, assim, se sua cerveja estiver dentro desse intervalo pode considerá-la uma Red Ale. Sem medo!!!

Sei que essa conclusão pode gerar uma guerra entre os "Cervechatos" que poderão nos alvejar com seus disparos, mas como disse anteriormente, o objetivo aqui é ser claro e não rebuscado. Para ser mais exato, uma Red Ale se ancaixa entre 10.0 e 16.0 na escala de cores SRM (Beer Style SRM Color Chart for BJCP) e você poderá classificar sua cerveja utilizando uma calculadora, no mesmo site do gráfico, cujo link já coloquei na publicação da Stout.

A RED ALE produzida por mim e pelo Riva ficou "supimpa" (a essa altura já deve ter gente aí do outro lado me julgando e duvidando da existência de alguma boa cerveja produzida por nós), mas aviso aos afoitos que essa não é uma opinião minha ou do Riva, na verdade tive o prazer de enviar dois exemplares a um engenheiro químico, especialista em cervejas que já foi sócio de uma grande cervejaria brasileira e o resultado foi animador! Posso resumí-lo em uma única frase proferida por ele em sua análise:
...
"Gostei da 'birra' compraria esse produto para tomar em casa tranquilamente! (...)".
...
Vejam a coloração da "criança" durante a fermentação!

Além do mais, vários amigos também a apreciaram e gostaram muito, entre eles não posso esquecer de colocar os(as) integrantes da república do Breno e da Bia, amigos do meu irmão Tadeu, para os quais realizei uma pequena apresentação seguida de uma degustação de duas garrafas da RED, para que eles pudessem conferir a qualidade de nossa cerveja e, quem sabe, eu conseguisse obter um primeiro pedido. O sucesso da "vermelhinha" foi tão grande que apenas vendo os filmes da stout (aquele que está na postagem anterior) e da weizen (de trigo), o pessoal resolveu que a festa de comemoração de um ano será regada com as três cervejas.

Serão 90 litros distribuídos da seguinte forma:

45 de Hefeweizen
30 de Red Ale
15 de Foreign Stout

Divulgarei aqui, em breve, sem amenizar ou ampliar, o resultado dessa "Prova de Fogo" das nossas cervejas.

Para alegria de todos já produzimos as três e com uma folguinha, pois também somos filhos de Deus, afinal, não dá pra atender ao pedido e ficar sem algumas garrafinhas para continuar a divulgação, certo? E claro, degustar também.

Esse último parágrafo me fez recordar de uma frase sobre cerveja, é batida mas oportuna:

"Beer is a proof that God loves us and wants us to be happy." Benjamin Franklin

Deixo aqui um filme da RED, tenho certeza de que vão gostar. Apreciem com moderação!

Em tempo, não sei se perceberam, mas corrigi todas as postagens (ou quase) após receber uma consultoria no idioma alemão.
Em visita à nossa produção, nossos mais novos amigos, Paulo e Carolyn, puderam acompanhar e aprender conosco um pouco dessa arte e nos passar também algumas palavras e pronúncias corretas em alemão, entre elas esta que é uma marca registrada de minhas publicações, o PROSIT, que eu vinha grafando erroneamente com um "U" sobrando.

Fica aqui o registro e meus agradecimentos.

Prosit!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Uma Irlandesa bem gostosa made in Campinas

Mandamos muito bem logo na primeira tentativa, repetimos a receita da de trigo para confirmar e ficou ótima também, ou seja, já temos uma receita garantida, mas decidimos mudar o tipo de cerveja da próxima produção, escolhemos uma STOUT que resultou em uma cerveja encorpada e densa.

Tomando por base os parâmetros internacionais de classificação das cervejas, a "nossa" stout se encaixou neste estilo:


Mesmo tendo acertado no estilo, o que mais me agrada na fabricação artesanal de cervejas é a possibilidade de criar, sem nenhum limite ou regra comercial, criamos receitas que nos agradam e depois coletamos informações de apreciadores, amigos, familiares e até de pessoas que não gostam de cerveja (parece impossível mas elas existem...), de forma a verificar a aceitação de um possível produto a ser comercializado.

Produzimos 50 litros de stout embarrilamos 30 e engarrafamos o restante, foi uma boa surpresa, pois a cerveja agradou muita gente que torcia o nariz para cerveja escura, aliás, pelo amor de Deus, aos que colocam tudo na vala comum, tirem da cabeça que cerveja escura é Malzbier, ouço isso quase tanto quanto a outra pérola sobre cerveja que já publiquei aqui, há muitas variedades de cerveja escura, a docinha que "aumenta o leite" é somente uma delas e com certeza não ocupa uma boa posição em termos de qualidade e relevância, não estou aqui depondo contra, pois cerveja boa é aquela que você gosta, isso serve pra vinho, vodca e qalquer outra coisa, de nada vale pagar centenas de reais por algo que alguém diz que é bom e você não gostar, quero somente alertar os generalistas para que não blasfemem mais contra a sagrada cerveja nossa de cada dia.

Ficha Técnica da Nossa Foreign Stout

Data de fabricação: 08/nov/2009
Produção: 50 litros
Rendimento: 72%
Teor alcoólico: ~6,3° GL
OG: 1060
FG: 1013
IBU: ~38 IBU-calculator
SRM: ~42 SRM-calculator

Segue um pequeno vídeo onde vocês poderão apreciar, ou imaginar, como ficou essa pérola negra. O vídeo foi feito a partir de um telefone celular, por isso, desculpem pela qualidade da imagem.

"made in Campinas"